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Quarta, 14 Junho 2017 20:35

Cobras, sapos, e morcegos Destaque

Inimigos ou parceiros?

Por: Juan Gonzalez

Publicado em: 14/06/2017, Canapi/AL

No passado dia 7 de junho de 2017 a Escola Municipal João Vieira Maciel, no Município de Canapi/AL, recebeu membros dos programas de Proteção de Fauna e Flora, Educação Ambiental e Comunicação Social da Gestão Ambiental da BR-316/AL, e contou com a presença de diversas crianças além de vários professores da escola.

​O encontro iniciou-se com a questão “O que é fauna?”, pergunta que suscitou os primeiros comentários dentre os alunos presentes. Também, o Biólogo Igor Andrade mostrou a diferença entre animais domésticos e selvagens; fatos e dados sobre a biodiversidade de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes, ensinando que, por conta da imensidão do nosso território, o Brasil tem muitas espécies distribuídas em toda a geografia nacional.

O Tatu bola que virou famoso

​Discutiu-se também como muitas pessoas ainda se lembram do mascote da última Copa de Mundo de Futebol, em 2014. Foi graças a este evento internacional que a espécie tatu bola virou reconhecida no planeta inteiro. Também vale a pena rememorar que, graças à riqueza da nossa biodiversidade, também outras espécies do nosso país têm sido valorizadas no mundo graças a filmes como Rio, no qual apareceram araras de azuis intensos, periquitos, saguis e muitas outras espécies que estão correndo risco de serem agredidas ou extintas.

​Não prenda mas também não solte

​O Biólogo Igor Andrade continuou a conversa expondo que, por conta da perda contínua da biodiversidade, cada espécie está acostumada a um ambiente específico e por isso não deve ser capturada. Por exemplo, as aves silvestres devem viver livres sempre que possível mas também, liberar animais de cativeiro sem avaliação necessária é um erro pois pode causar danos ecológicos e pôr em risco as suas vidas. Além disso, foram expostos alarmantes dados sobre a caça ilegal, ato que é considerado crime sendo também um fator gerador doenças também nos animais e mesmo nas pessoas que os caçam.

​A diferença entre animais peçonhentos v.s. venenosos

​A explicação dos conceitos peçonhento v.s. venenoso resultou em grande interesse resultou entre os alunos, já que, para muitas pessoas, têm o mesmo significado. Na palestra, as crianças aprenderam que as espécies peçonhentas têm a sua glândula de veneno junto a um instrumento (o dente no caso das cobras, o ferrão nos escorpiões). Por outro lado, os animais venenosos são aqueles que possuem substâncias tóxicas incluídas em glândulas, como o sapo.

​Eliminando mitos e preconceitos

​Os sapos, as cobras e os morcegos têm sofrido de má reputação durante séculos ao ponto de serem vistos como inimigos e ameaças para o ser humano. No entanto, O Biólogo Igor Andrade explicou às crianças que a maioria destas espécies não atacam as pessoas e só reagem quando se sentem ameaçadas. Então, “O que fazer quando ver uma cobra? O Biólogo, enfaticamente expressou que “a cobra não vai nos perseguir, porque não fazemos parte da sua dieta. Deixe!”. De fato, de 45 espécies de serpentes no Brasil, só 3 são perigosas para o ser humano: a coral verdadeira, a cascavel e a jararaca da seca. Da mesma forma, citando caso análogo, a maioria dos morcegos são insetívoros e só 3 espécies se alimentam de sangue; destas 3 espécies só uma se alimenta de sangue humano. Em resumo, estes animais são nossos aliados; as cobras, ajudam os agricultores a eliminar as pragas de ratos; enquanto os sapos e os morcegos protegem as pessoas dos insetos, razão pela qual devem ser protegidas, ressaltou o Biólogo.

DSS: Explorando a temática com os adultos, no Diálogo de Segurança

​No início daquele dia, Igor Andrade já tinha exposto aos trabalhadores e funcionários do Consórcio Construtor Ápia-Consol-Convap, o problema da caça e tráfico de animais silvestres. Os temas tratados foram os mesmos apresentados às crianças, porém, neste caso, dirigido aos adultos. A perda da biodiversidade, o desequilíbrio, as multas pela violação dessas normas foram as principais questões tratadas.

​No final, Larissa Pantuza, Técnica em Meio Ambiente do Consórcio Construtor, falou sobre a supressão vegetal, lembrando para os trabalhadores que eles contam com o apoio das equipes da Gestão Ambiental da BR-316/AL para contribuírem com o meio ambiente durante as operações na rodovia.

Ler 58 vezes Última modificação em Domingo, 09 Julho 2017 20:50

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